OS PRIMÓRDIOS DAS ATIVIDADES ESPACIAIS E DO SENSORIAMENTO REMOTO


O homem sempre teve curiosidade em conhecer e estudar o planeta em que vive. Ao longo de sua história, ele registrou estes estudos e as descobertas realizadas através dos recursos disponíveis na sua época. Alguns destes registros foram bastante rudimentares, como os desenhos nas cavernas, que retratavam os animais, as plantas, as paisagens e os fatos do dia a dia, e que felizmente resistiram à passagem dos séculos, trazendo até nós informações de como era o nosso planeta a milhões de anos atrás.

Mas, o homem em toda a sua curiosidade, não se satisfez apenas com o que podia ver ao seu redor, no plano da superfície terrestre. Na busca por informações sobre o seu ambiente ele passou a procurar plataformas mais elevadas, que lhe permitissem ampliar o seu campo de visão. A partir daí, passou a subir em árvores, para ver do alto e de forma mais geral o local onde vivia. Não satisfeito, escalou colinas e montanhas, o que lhe possibilitou uma visão não só do local onde vivia mas também de toda região ao seu redor.

Na sua evolução natural, o homem foi adquirindo conhecimentos que lhe permitiram construir torres de observação e aparelhos, tais como lunetas e binóculos, que lhe davam uma visão mais precisa do ambiente ao seu redor.

Porém, não havia ainda uma forma de registrar o que era observado, a não ser através de desenhos. Assim, a partir dos rabiscos rudimentares do tempo das cavernas, o homem foi gradativamente evoluindo suas técnicas de desenho e, através delas, registrando o meio ambiente em que vivia. O naturalista Saint Hilaire ao percorrer o Brasil, registrou pássaros, árvores, plantas e paisagens através de desenhos.

Com o advento da imprensa estes desenhos puderam ser reproduzidos em livros e passaram para o alcance de estudiosos, que viviam muito distante do ponto observado.

Porém, todas estas formas de observação e registro eram rudimentares, e muito raramente podiam ser feitas de modo contínuo e repetitivo. Observar e registrar exigia tempo e principalmente muita paciência. Além disto, a área da superfície terrestre observada era sempre de poucos quilômetros.

Com o desenvolvimento dos estudos sobre a teoria da luz, os avanços no campo da óptica, e da espectroscopia e de experimentos com substâncias foto-sensíveis, o francês Niepa, pode gerar em 1822 a primeira imagem fotográfica fazendo uso de uma câmara primitiva e papel quimicamente sensibilizado à luz.

Este evento deu impulso às pesquisas sobre incorporações de lentes nas câmaras fotográficas e novos tipos de emulsões fotográficas que pudessem registrar os objetos observados.

Com a descoberta de que a celulose se dissolve numa solução de álcool e éter, o inglês Archer, em 1851 utilizou uma película de celulose como base para os sais de prata, sensíveis à luz de tal forma que o processo fotográfico pode ser amplamente difundido. A partir daí, ocorreram as primeiras aplicações do uso de fotografias na área militar. Este processo permitiu ao homem registrar, de forma instantânea, o que se observava ao seu redor.



PÁGINA ANTERIOR          RETORNA HOME PAGE SELPER          INÍCIO          ÍNDICE           PRÓXIMA PÁGINA