Quando o LANDSAT 4 foi lançado em julho de 1982, o sistema RBV foi substituído pelo Thematic Mapper (TM) que trabalha com 7 bandas, três no visível, três no infravermelho próximo e médio e uma no infravermelho termal, com resolução espacial de 30 x 30 metros exceto para a banda no infravermelçho teermal que possui resolução espacial de 120 x 120 metros. Os sensores MSS e TM estão presentes também no LANDSAT 5, que foi lançado em 1 de março de 1984 e continua em operação até o presente (Figura 2).

O LANDSAT 6, lançado em 3 de outubro de 1993, deveria substituir o LANDSAT 5. Ele carregava a bordo o Enhanced Thematic Mapper (ETM) que tinha sete canais, um no pancromático, com resolução espacial de 13 x 15 metros, três no visível e três no infravermelho próximo e médio, com resolução espacial de 30 x 30 metros e um no infravermelho termal, com resolução espacial de 120 x 120 metros.
Em março de 1983, durante o governo de Reagan o Congresso Americano decidiu-se pela comercialização do programa LANDSAT, para minimizar futuros investimentos federais e assegurar a continuidade dos dados. Ficou decidido que o setor privado poderia ter mais sucesso para desenvolver um mercado para os dados, do que o governo. Com isto, a empresa privada que se responsabilizasse pelo LANDSAT fixaria os preços dos produtos e receberia todos os rendimentos da venda dos dados. O governo poderia continuar a suprir fundos para suporte do setor privado por um curto período de tempo, com a intenção de eventualmente passar a operação e obtenção de futuros satélites para o setor privado.
Através de um contrato de 10 anos, a NASA deu a "Earth Observation Satellite Company (EOSAT)" - uma "joint venture" da Hughes e RCA - a responsabilidade pela comercialização e distribuição dos dados LANDSAT, operação dos LANDSAT 4 e 5 e desenvolvimento dos LANDSAT 6 e 7. O governo americano concordou em financiar US$ 250 milhões para o desenvolvimento de novos satélites, US$ 45 milhões para o seu lançamento (pagos diretamente à NASA) e cobrir os custos de operação dos LANDSAT 4 e 5 (US$ 19 milhões/ano).
Depois do contrato assinado, a administração Reagan falhou no cumprimento do acordo e o pouco crescimento do mercado de dados forçou a reavaliação do contrato. A total privatização parecia aparentemente impossível.
Em dezembro de 1986, como resultado da falta de fundos a EOSAT parou a comercialização e desenho de novos de satélites.
Em junho de 1987, a NOAA submeteu ao Congresso Americano um plano de comercialização revisado que incluiu mais um satélite (LANDSAT 6) e um estudo de um segundo satélite (LANDSAT 7). Inicialmente este plano foi recusado mas depois foi aceito em outubro de 1987.
Os US$ 62,5 milhões do orçamento dado pelo governo não puderam ser liberados antes que o contrato com a EOSAT fosse renegociado em abril de 1988. A partir daí, eles reiniciaram as atividades de configuração de LANDSAT 6.