Todos estes problemas tiveram como conseqüência uma grande crise por parte dos usuários do LANDSAT, que se sentiam inseguros com relação a continuidade do programa e, ao mesmo tempo, temerosos de fazer novos investimentos neste programa em seus próprios países.

No começo de 1989, logo após a posse do presidente Bush, o programa LANDSAT enfrentou nova crise.

A NOAA não requisitou fundos no orçamento de 1989 para a operação dos LANDSAT 4 e 5, alegando que não tinha obrigação de operar os satélites além do tempo de vida planejado. O Congresso Americano acrescentou US$ 9,4 milhões no orçamento de 1989 para meio ano de operação do LANDSAT e ordenou à NOAA desenvolver um plano de fundos para a operação do satélite pelo resto do ano. A NOAA alegou que fundos futuros não estavam disponíveis e ordenou a EOSAT cessar a operação do LANDSAT após 1 de abril de 1989. Esta decisão provocou sérias críticas não apenas do congresso e de usuários americanos, como também de governos estrangeiros e dos usuários ao redor do mundo.

Como resposta a esta situação no princípio de março, foi desenvolvido um plano de fundos provisórios, que consistia de buscar dinheiro de outras agências do governo que usavam dados LANDSAT, para utiliza-los na operação dos satélites até o final de 1989. Esta situação repetiu-se em 1990 e em 1991.

Uma das conseqüências destas crises é que muitos usuários ao redor do mundo passaram a investir mais tempo e dinheiro em pesquisas e aplicações, fazendo uso dos dados do satélite francês SPOT. Apesar de serem bem mais caros que os dados LANDAST eles proporcionaram a certeza de continuidade.

As sérias críticas à decisão da NOAA em descontinuar os LANDSAT 4 e 5, demonstrou a importância dos dados LANDSAT. Como conseqüência o governo americano aprovou fundos para a continuação da operação dos LANDSAT 4 e 5, e complementação fundos para o lançamento do LANDSAT 6. Também ordenou que o Conselho Especial revisse opções com a intenção de continuar a coleta de dados LANDSAT depois do LANDSAT 6.

Esta decisão foi baseada na importância dos dados LANDSAT para pesquisas de mudanças globais e monitoramento ambiental e no reconhecimento de que o plano de comercialização pos em risco a continuidade dos dados. Isto fez com que a política do LANDSAT fosse reformulada, mas não houve nenhum progresso antes da metade de 1991.

Em 1990, o altíssimo custo (US$ 4000.00 por imagem) dos dados tornou-se crítico para os pesquisadores, que trabalhavam com mudanças globais e precisavam de grandes conjuntos de dados para a detecção das mudanças de longa duração. Surgiram várias reclamações entre os usuários e os membros do congresso. Em função disso, o preço dos dados tornaram-se um importante fator na alteração da política do LANDSAT.

Mas o fator importante que levou a uma mudança na política do LANDSAT foi a "Operação Tempestade no Deserto", no começo de 1991, durante a guerra do golfo. A DoD comprou e usou os dados LANDSAT em conjunto com os dados SPOT e foram feitas mais de 100.000 cópias e pelo menos 122 diferentes mapas de imagens multiespectrais, para uso das forças aliadas antes e durante a guerra.

As necessidades do Departamento de Defesa, para obtenção dos dados LANDSAT tornaram-se um grande aliado para justificar a elaboração de um sistema LANDSAT operacional, financiado através verbas federais do governo americano.

No sentido de garantir a continuidade do programa além do LANDSAT 6 e LANDSAT 7, tinha que ser alocado verbas no orçamento de 1993. Isto forçou o governo americano a tomar uma decisão com relação ao futuro do sistema.



PÁGINA ANTERIOR          RETORNA HOME PAGE SELPER          'INÍCIO          ÍNDICE           PRÓXIMA PÁGINA