O SKYLAB tinha uma órbita mais baixa que o LANDSAT, 270 milhas (434 Km) o que conseqüentemente o fazia ter rotação mais rápida e completar sua órbita em 93 minutos, ao contrário dos 103,3 minutos gastos pelo LANDSAT. Quando o programa terminou o satélite tinha percorrido 112 milhões km e tinha circundado o globo 2476 vezes.
O SKYLAB não tinha como objetivo principal o estudo dos recursos terrestres, isto na realidade era uma pequena parte da missão.
Ele foi planejado para realizar mais de 250 experimentos, cujos principais objetivos eram primeiramente estudar o comportamento do homem e outras criaturas vivas, sob condições espaciais (estudos médicos, biológicos e psicológicos); secundariamente estudar o espaço intergaláctico e os corpos celestiais, particularmente o sol, e terceiro, coletar dados da terra e sua atmosfera.
Adicionalmente uma série de outras investigações científicas foram realizadas, entre elas experimentos sobre crescimento de cristais e o ligamento de metais sob condições de baixa gravidade.
A nave com tripulação era posta em órbita por meio de um foguete Saturno e posteriormente levadas até o laboratório por um módulo de comando e serviço em cápsulas do tipo Apollo.
O programa SKYLAB utilizou um tanque vazio de um foguete Saturno IVB como uma base espacial semi-permanente, que foi visitada três vezes por astronautas para experimentos de longa duração. Eles tomaram milhares de fotografias da terra dentro do Earth Resources Experiment Package (EREP).
Dos experimentos realizados pela tripulação do SKYLAB, o EREP era o de maior importância para a área de recursos naturais. Ele envolvia estudos na área de geologia, geografia, oceanografia, agronomia, hidrologia, meteorologia e ecologia.
Deste pacote faziam parte os seguintes sensores:
a) S-190A - um conjunto de câmaras métricas multiespectrais (6), que tinham como finalidade fazer medidas quantitativas da radiância na porção fotográfica do espectro (0,5 a 0,7 mm ). Destas câmaras, quatro usavam filmes preto e branco, mas operavam em diferentes regiões de comprimento de onda através de quatro diferentes filtros; uma usava filme infravermelho falsa-cor e outra filme colorido normal. Todas estavam reguladas para olhar a mesma área do terreno, ao redor de 79 m2, de tal forma que pudessem ser comparadas entre elas.
b) S-190B - câmara métrica operada manualmente ou automáticamente com a finalidade de produzir imagens fotográficas de alta resolução (0,4 mm a 0,88 m m).
c) S-192 - scanner multiespectral com treze canais, cobrindo desde a região do violeta (0,41 mm) até a região do infravermelho termal (12,5 mm) do espectro.
As pequenas áreas cobertas por este sensor, os sérios problemas de ruído em muitas bandas, a baixa performance de alguns detetores e a dificuldade e o alto custo na formatação dos dados, reduziu significativamente o valor deste sensor.
Em contrapartida, as fantásticas fotografias obtidas com as câmaras demonstraram o grande valor das fotografias espaciais e de alta resolução, usadas em conjunto com os dados do LANDSAT.