Desde 1783, o francês Rosier já vinha desenvolvendo pesquisas com balões cativos. Mas foi somente em 1856, quando uma câmara fotográfica foi colocada num balão, e apontada para baixo, em direção a superfície da terra, é que foi feita a primeira fotografia aérea.

Este feito foi realizado pelo francês Gaspar Felix Tournachon, que fotografou a cidade de Paris, fazendo uso de uma câmara fotográfica com chapa. A partir daí passou a ocorrer um aperfeiçoamento das emulsões e das câmaras fotográficas (Novo,1989).

Em 1860, James Wallace repete a experiência sobre a cidade de Boston, evidenciando-se o interesse desta nova perspectiva aérea, para um conhecimento mais detalhado da organização urbana (Leizt e Simonett, 1976, Novo 1989, Chuvieco, 1990).

Nesta época as câmaras eram extremamente grandes, e as chapas de vidro eram cobertas com emulsão, imediatamente antes da exposição e reveladas logo após a tomada da foto.

Em 1885, o americano George Eastman, com a substituição da chapa de celulose pela chapa gelatinosa, iniciou a produção em série de chapas secas. Como conseqüência teve-se o desenvolvimento dos filmes fotográficos em rolos tal como é utilizado atualmente.

Com a evolução das pesquisas sobre câmaras fotográficas, houve também uma evolução nas pesquisas sobre as plataformas que os transportavam. Com o tempo, os balões passaram a ser substituídos por máquinas mais pesadas que o ar tais como os aviões, helicópteros e foguetes, e mais recentemente por satélites e espaçonaves.

Em 1909, com o desenvolvimento dos aviões, iniciou-se a tomada de fotografias aéreas, sendo a mesmas utilizadas para fins cartográficos por Wilbur Wright, que abriu o caminho para uma extensa história de observação terrestre a partir de plataformas espaciais (Chuvieco, 1990).

Em 1930, com o aperfeiçoamento dos processos de revelação e copiagem das fotografias aéreas, os Estados Unidos, Canadá e Alemanha realizaram as primeiras coberturas sistemáticas dos seus territórios, para fins de levantamento de recursos naturais. Este fato gerou uma crescente importância da fotointerpretação para uso civil (Novo, 1989).

O americano Stevens, em 1931, fazendo uso dos conhecimentos sobre o comportamento espectral de objetos na superfície terrestre, desenvolveu o filme infravermelho.

Mas, sem dúvida nenhuma, o advento da II. Guerra Mundial (1939-1945) foi que produziu um notável desenvolvimento das técnicas de sensoriamento remoto em nível de aeronave.

Neste período, câmaras dedicadas para fotografias aéreas foram aperfeiçoadas. As emulsões coloridas ainda eram muito recentes, mas a fotografia colorida foi uma novidade que despertou grande atenção (Linzt e Simonett, 1976).

Em 1940, com o desenvolvimento de radiômetros (sensores não imageadores), sensíveis á radiação infravermelha, o americano Duntley realizou as primeiras medidas radiométricas de objetos da superfície.

Nesta mesma época, a Kodak Research Laboratories desenvolve os primeiros filmes infravermelho, sensíveis a porção do infravermelho (0,9 - 1,0 mm), ao contrário dos filmes preto e branco, sensíveis apenas à faixa do visível (0,5 - 0,7 mm) do espectro eletromagnético.



PÁGINA ANTERIOR          RETORNA HOME PAGE SELPER          INÍCIO           ÍNDICE           PRÓXIMA PÁGINA