SATÉLITE DE COLETA DE DADOS - SCD

O Satélite Brasileiro de Coleta de Dados (SCD-1), associado a Missão Espacial Completa Brasileira, foi o resultado de um esforço conjunto de um grande número de técnicos e cientistas brasileiros do INPE e da indústria brasileira, durante vários anos, com o objetivo de estudar, adaptar e desenvolver tecnologia de fabricação, montagem, integração e testes de materiais, componentes e equipamentos para uso espacial.

Figura 14
Satélite de Coleta de Dados - SCD-1


Seu lançamento ocorreu em 9 de fevereiro de 1993, com a utilização do foguete PÈGASUS, da empresa norte-americana Orbital Sciences, acoplado a um avião B52, desde o Centro Espacial Kenedy, na Flórida, USA. Sua órbita foi escolhida de forma a cobrir inteiramente o território brasileiro O satélite SCD-2A, foi lançado em novembro de 1997, com a utilização do Veículo Lançador de Satélite-VLS, desenvolvidos por técnicos do Centro Técnico Aeroespacial-CTA. Infelizmente uma falha em um dos foguetes obrigou a abortar o lançamento 6 minutos após o lançamento.

Com seus mais de 5 anos de operação ininterrupta, a comunidade de usuários do Brasil conta hoje com a disponibilidade de um inestimável acervo de dados hidrometeorológicos e ambientais, coletados em diversos pontos do território nacional, onde se instalaram as chamadas Plataformas de Coleta de Dados - PCD, dados estes retransmitidos pelo satélite SCD-1 para as Estações de Terra e Centro de Missão de Coleta de Dados do INPE e beneficiando o aperfeiçoamento de uma série de atividades de operação, desenvolvimento e pesquisa nas áreas de instrumentação, meteorologia, hidrologia, agrometeorologia, e ciências ambientais.

A missão principal do SCD1 é transmitir dados ambientais colhidos na terra por Plataformas de Dados (PCDs) automáticas. O satélite transmite em duas freqüências adjacentes que podem prover um serviço de acesso aleatório a centenas de PCDs instaladas em locais remotos.

Uma grande variedade de sensores podem ser conectados às plataformas, possibilitando a medição e aquisição de grandezas físicas tais como:

  • temperatura e umidade relativa do ar;

  • direção e velocidade do vento;

  • pressão atmosférica;

  • nível de chuva acumulado;

  • nível de rios, lagos e reservatórios;

  • quantidade de radiação solar incidente ou refletida;

  • temperatura e umidade no solo;

  • fluxo de calor no solo;

  • parâmetros físicos de qualidade da água (turbidez, Ph, temperatura,
                 condutividade, salinidade, oxigênio dissolvido,...etc);

  • parâmetros físicos relacionados com a química da atmosfera (concentração
                 de CO2, ozônio, monóxido de carbono,.etc).


     SATÉLITE DE SENSORIAMENTO REMOTO

    Este satélite tem como finalidade principal o monitoramento ambiental da região Amazônica. Deverá ter baixa órbita equatorial (Figura 14) (~900km de altitude) permitindo a revisita a cada ~2 horas sobre uma faixa no solo de mais de 2000 km (5°N até próximo de 15°S) (Figura 15)

    Órbita equatorial do satélite SSR
    Figura 16
    Órbita equatorial do satélite SSR


     Área a ser recoberta pelo SSR
    Figura 15 - Área a ser recoberta pelo SSR


    As bandas espectrais propostas são:

  • SB1 -
  • 440 a 505 nm;
  • SB2 -
  • 530 a 575 nm;
  • SB3 -
  • 650 a 680 nm;
  • SB4 -
  • 845 a 885 nm;
  • SB5 -
  • 895 a 990 nm;
  • SB6 -
  • 3400 a 4200 nm;

    A resolução espacial das imagens deverá ser de 70 metros no nadir para as bandas SB1 a SB4, de 300 metros para a banda SB5 e de 600 metros para a banda SB6.



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