As imagens deverão ser transmitidas pelo satélite para uma estação de recepção centralizada e enviadas, em tempo quase real, aos usuários a fim de permitir o monitoramento de processos dinâmicos.
A alta resolução temporal do SSR deverá permitir a aquisição de imagens livres de cobertura de nuvens, quer seja de forma direta ou indireta através da composição de imagens multitemporais.
Algumas das principais atividades e fenômenos que poderão ser monitorados através das imagens do SSR são:
desmatamento;
áreas de queimadas;
enchentes;
caracterização da vegetação;
classificação da vegetação;
regeneração da vegetação;
fenologia da vegetação;
monitoramento de áreas agrícolas;
desertificação;
radiação solar;
mineração;
monitoramento de sedimentos marinhos;
monitoramento de ecossistemas submarinos
O lançamento do satélite está previsto para o ano 2001. Seus dados deverão prover informações relevantes para agências governamentais e não-governamentais, além de permitir que a comunidade científica possa entender melhor o impacto da atividade antrópica e de fenômenos naturais sobre a região Amazônica.
Em 13 de setembro de 1989, o Governo do Canadá anunciou a construção e operação do RADARSAT, o primeiro satélite canadense de sensoriamento remoto, lançado em 4 de novembro 1995, com uma vida útil de 5 anos. É um projeto canadense que envolveu os Estados Unidos, várias províncias canadenses e o setor privado (Figura 16)

O único instrumento que carrega a bordo é um instrumento de imageamento, o Radar de Abertura Sintética (SAR) que utiliza radiação de microondas na banda C polarizada horizontalmente (5,6 cm de comprimento de onda).
Os objetivos da missão do RADARSAT são baseados principalmente nas necessidades canadenses para obter informações que sirvam de apoio para o gerenciamento doméstico de recursos naturais e monitoramento ambiental.