As forças armadas dos países europeus tinham pouquíssimas quantidades deste filme, que foram muito úteis no trabalho de detecção de camuflagem, principalmente na diferenciação entre a vegetação morta ou tinta verde (camuflagem) e a vegetação viva (Chuvieco 1990, Simonett, 1976).
Durante a Segunda Guerra Mundial foram também introduzidos novos sensores, como o radar, além do melhoramento dos sistemas de comunicações. Neste período, incipientes transmissores e receptores de microondas tornaram-se disponíveis, com o objetivo de detectar aeronaves para antever e prevenir ataques aéreos, e foram também utilizados, pela primeira vez, para bombardear aviões que sobrevoavam acima das nuvens (invisíveis a olho humano).
Após a II Guerra Mundial a aeronáutica também prospera de forma notável, o que confere maior estabilidade as plataformas de observação. Com isto, os aviões tornaram-se uma das mais úteis e comuns plataformas utilizadas para transportar sistemas de sensoriamento remoto. Eles podem transportar quase todo tipo de sensores, desde a convencional câmara fotográfica, até câmaras de televisão, imageadores multiespectrais e radares.
Uma variedade de diferentes aeronaves podem ser usadas para sensoriamento remoto. A escolha depende apenas da altitude em que elas devem voar, a distância do vôo e o tipo de sensors a ser utilizado (Harper, 1976).
Uma das vantagens de utilizar aeronaves como uma plataforma para sensoriamento remoto é que os vôos podem ser gerenciados, dando algum controle e flexibilidade durante o vôo. Os registros em forma de fotografias e fitas podem ser recuperados imediatamente para processamento.
Nos anos de pós-guerra os sistemas de radar também sofreram uma melhora. Em 1954, a Westing House Corporation, baseando-se em estudos realizados por Herz em 1939, que demonstraram que objetos sólidos refletem ondas de rádio, desenvolveu sistemas de radares imageadores (Forward-Looking Radar). Como conseqüência deste feito foram realizados estudos iniciais visando a construção de Radares de Visada Lateral (SLAR).
Nesta época uma imagem SLAR da Royal Air Force da Escócia, relativamente rudimentar e com pouca resolução espacial era muito atrativa para um fotointérprete experiente(Linzt 19 , Simonett 1976).
Em 1960, vários fabricantes americanos estavam oferecendo instrumentação de radar. O mercado era limitado e a classificação de segurança militar resguardou, não todos mas alguns destes desenvolvimentos e avanços (Linzt e Simonett 1976).
A esta época, já haviam sido desenvolvidas pesquisas sobre as propriedades dielétricas dos materiais, além do aperfeiçoamento dos sistemas de processamento dos dados do radar, o que facilitou a fabricação destes instrumentos.
Já havia também sido desenvolvido o conceito de análise de freqüência como base para os sistemas de "abertura sintética" e o desenvolvimento de processamentos óticos e digitais (Novo, 1989).
Em 1961, iniciou-se a fabricação dos primeiros radares de visada lateral, dos quais participaram a Goodyear Aircraft Co., a Philco Corporation, Control System Laboratory da University of Illinois e o Willow Run Research Center da University of Michigan (Novo, 1989).