Os estudos sobre os comprimentos de onda do infravermelho durante a II. Guerra Mundial, permitiram o progresso da física do infravermelho e suas aplicações, tornando possível o uso do mecanismo da técnica de imageamento. O desenvolvimento destes sistemas também foram patrocinados por instituições militares e ocorreram dentro das fronteiras de classificação de "Segurança".
Somente em 1966, um fabricante decidiu construir um imageador infravermelho termal, cujas características do desenho eram de tal modo modificadas que permitiram que ele escapasse da classificação de "Segurança".
Com isto foi possível oferecer-se serviços de sensoriamento remoto na área civil. Para os mapeadores/imageadores de infravermelho os custos dos equipamentos permitiam que as companhias de levantamentos aéreos adicionassem o IR termal a sua lista de serviços, mas o radar de visada lateral era tão caro e exigia tantas modificações adicionais nas aeronaves, que os fabricantes associavam-se entre eles ou trabalhavam na forma de "joint venture", por ocasião dos contratos comerciais.
De forma similar aos aviões, os foguetes também tiveram um grande desenvolvimento durante e após a Segunda Guerra Mundial. Fazem mais ou menos seis ou sete séculos que o primeiro foguete foi usado para fins militares. Através dos anos, o seu poder, alcance e controle foram sendo incrementados passo a passo, até que durante a Segunda Grande Guerra, foi desenvolvido um dos mais avançados foguetes com propósitos bélicos, o V2. Estes foguetes ficaram famosos durante a guerra por terem sidos utilizados para bombardear Londres, a partir da França, sendo pois, de longo alcance.
No final da II Grande Guerra, vários desses foguetes, que não haviam sido utilizados foram encontrados em poder dos alemães. Estes foguetes foram projetados por Werner Von Braun, cientista alemão, que mais tarde seria considerado pelos americanos o pai da Era Espacial.
Após a Guerra os foguetes V2 foram utilizados experimentalmente por especialistas russos e americanos, como plataformas para instrumentos científicos e para sondagem das camadas superiores da atmosfera. Este foi, na realidade o começo dos atuais programas espaciais de pesquisa.
Entre 1946 e 1950, pequenas câmaras foram instaladas a bordo dos foguetes V2, que foram lançados de White Sands Proving Ground no Novo México. Por vários anos, numerosos vôos envolvendo fotografias foram feitos usando foguetes, mísseis balísticos, satélites e espaçonaves tripuladas.
Talvez o mais importante estágio de desenvolvimento dos foguetes, foi a mudança do uso de combustível sólido para combustível líquido. Um dos primeiros foguetes com combustível líquido foi lançado pelos Estados Unidos em 1926, por Robert H. Goddard. Para celebrar esta façanha a NASA deu o seu nome ao Centro Espacial "Goddard Space Flight Centre", em Greenbelt, no estado de Maryland.
Outro importante avanço foi o desenvolvimento de foguetes multiestágio, pois possibilitou que os foguetes pudessem ir muito mais alto e viajar distâncias bem maiores (Harper, 1976). Os avanços no desenvolvimento dos foguetes, permitiu que eles pudessem ser utilizados para colocar satélites artificiais em órbita, a centenas de quilômetros da terra.
No final dos anos 50, o desenvolvimento dos sistemas de navegação permitiu conceber os primeiros engenhos espaciais. A "Guerra Fria" entre Estados Unidos e União Soviética incentivou a corrida espacial entre os dois blocos, tanto na área civil como militar.