Em 1957, a imprensa mundial anunciava que os dois países iriam lançar os primeiros satélites artificiais. Este era o Ano Geofísico Internacional, quando foi realizada uma campanha de cooperação científica que envolvia mais de 50 países, para estudar os efeitos - sobre a Terra - daquele período de máxima atividade solar (INPE, 1991).
Muitos acreditavam que o primeiro satélite artificial seria lançado pelos Estados Unidos, mas em 04 de outubro de 1957, a União Soviética surpreende o mundo ocidental ao lançar o satélite Sputnik 1. Este era um satélite de órbita baixa e podia ser visto a olho nu de noite, durante sua passagem pelos céus do mundo, assemelhando-se a uma estrela com intenso brilho. Este satélite teve pouco tempo de vida 3 meses e representou o ponto de partida para uma extensa série de missões civis e militares, que possibilitaram não só a exploração de nosso planeta, mas também, da lua e de outros planetas do sistema solar (Harper, 1976; INPE, 1991).
Em outubro de 1997 os 40 anos do lançamento do Sputnik foi amplamente comemorado ao redor. O governo francês, juntamente com estudantes do secundário, criou uma réplica deste satélite em tamanho natural, que foi posta em órbita e emitia sinais eletrônicos (bip,bip) iguais ao seu predecessor.
Em janeiro de 1958, os Estados Unidos lançaram o Explorer I. Em 1960, a NASA põe em órbita o primeiro satélite de observação meteorológica, que permitiu um conhecimento e controle mais adequado das condições atmosféricas (Chuvieco, 1990).
No início dos anos 60, o que mais tarde se tornaria o Programa de Recursos Naturais da "National Aeronautics and Space Administration – NASA", teve um grande impulso pela formação das equipes de desenvolvimento de instrumentos, fundada pelo Dr. Peter Badgley do programa lunar da NASA. Estes instrumentos tinham que ser testados e calibrados em terra antes de poderem ser usados nos estudos lunares.
Dr. Badgley tinha acesso a todos os dados governamentais, e ele descobriu que os sistemas de inteligência militar, eram úteis às aplicações lunares bem como a muitos usos na área civil.
No início dos anos 60, mais e mais cientistas se envolviam neste programa e muitos viam esta área da tecnologia como uma ferramenta para aumentar o nosso conhecimento da Terra e, possivelmente, para solucionar muitos dos problemas enfrentados pelo homem.
Esta área da tecnologia passou a ser conhecida como Sensoriamento Remoto. O termo foi cunhado por um grupo de pesquisadores do "Geography Branch" do "Office of Naval Research" (Linzt e Simonett, 1976).
Em 01 de abril de 1960 começaram as primeiras observações orbitais sistemáticas da Terra com o lançamento do primeiro satélite meteorológico TIROS, que usava um sistema de câmara de televisão de resolução espacial relativamente baixa. Este satélite tinha por objetivo mostrar a viabilidade de observação de cobertura de nuvens da Terra. O último satélite da série TIROS, o TIROS-10, foi lançado em julho de 1965, com a finalidade de fazer observações de tempestades tropicais. Esta série de satélites teve um sucesso notável (Fischer,1975; Rao et al, 1990).