Por causa do grande interesse, gerado entre os cientistas, pelas fotos da Terra obtidas nas missões GEMINI GT-4 e GT-5, o escopo dos experimentos foram ampliados para a missão GT-7, incluindo fotografias da superfície da terra para estudos geográficos e ocenográficos.

O programa APOLLO foi o passo seguinte em direção às fotografias orbitais da Terra. Em novembro de 1967, numa missão do satélite não tripulado Apollo-Saturn 4 foram obtidas algumas esplêndidas vistas de toda a Terra, a uma altitude de mais ou menos 1367 km.

As primeiras fotografias eram um pouco difíceis de serem interpretadas, porque os cientistas não tinham experiência de como era o nosso planeta visto do espaço. No entanto, estas fotos, apesar de não apresentarem grande valor científico, demonstraram sem sombra de dúvida, serem muito úteis para o levantamento de recursos naturais.

Elas foram importantes, na medida em que apontavam a forma em que deveriam ser desenhados os sensores nos projetos subseqüentes.

A missão não tripulada da APOLLO-6 produziu uma série de notáveis fotografias verticais com recobrimento lateral sobre o norte da África, o Atlântico e oeste da África.

As tripulações da APOLLO 7 e 9 usaram câmaras manuais de 70mm para as fotografias terrestres, como nos vôos da Gemini, e várias centenas de fotografias coloridas de alta qualidade foram obtidas.

Na missão da APOLLO-9 foi realizado o experimento SO65, que demonstrou não apenas a viabilidade, mas também a necessidade de métodos multiespectrais de fotografias orbitais. A grande variedade de feições terrestres, condições atmosféricas e alvos encontrados nas missões orbitais, fez com que a utilização de apenas uma combinação de filme e filtro, em apenas uma faixa comprimento de onda, tornasse impossível o uso eficiente das fotografias. Nesta missão verificou-se que fotografias multibandas permitiriam a identificação de culturas, encorajando, desta forma, os planos para similar aplicação de imagens televisionadas no ERTS-A.

No experimento SO65 (Multispectral Terrain Photography Experiment) os astronautas usaram uma série de quatro câmaras 70mm com diferentes combinações de filtros/filmes: filtro pancromático com filtros verde e vermelho; filme infravermelho preto e branco e filme infravermelho colorido. A extensão das bandas eram aproximadamente aquelas planejadas pela NASA para o ERTS-A.

Com o lançamento de satélites para órbita da Terra em intervalos regulares, por longos períodos de tempo, as imagens espaciais passaram a se tornar comuns. Pela primeira vez o homem estava apto a obter imagens de partes da superfície da Terra, de forma seqüencial, do mesmo local, em uma base repetitiva ao longo de meses e anos. Finalmente estávamos aptos a ver as feições do nosso ambiente mudando. Inicialmente isto ocorreu com os satélites meteorológicos, como o LANDSAT, com o SKYLAB, com o SPOT e mais recentemente com o ERS,, RADARSAT, IRS, JERS entre outros.

Em 1966, sob orientação do Dr. Badgley, o programa lunar mudou sua orientação para o sensoriamento da Terra, e as equipes foram expandindo-se para incluir uma grande variedade de cientistas da Terra, tais como agrônomos, geólogos, engenheiros florestais, geógrafos, hidrólogos e oceanógrafos.



PÁGINA ANTERIOR          RETORNA HOME PAGE SELPER          INÍCIO          ÍNDICE           PRÓXIMA PÁGINA